Forças Auxiliares (FA) de Angola.

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Forças Auxiliares (FA) de Angola.

Detalhes do registo

Nível de descrição

Série   Série

Código de referência

PT/ADN/SGDN/CA/003

Título

Forças Auxiliares (FA) de Angola.

Datas de produção

1972  a  1975 

Dimensão e suporte

4 cxs. (nº 9 - 12) com 32 processos.

História administrativa/biográfica/familiar

No contexto da Guerra Colonial (1961–1974), as Forças Auxiliares são um conjunto de unidades locais de apoio militar, formadas por africanos recrutados nas províncias ultramarinas (Angola, Moçambique e Guiné). Funcionavam como complemento às tropas regulares do Exército, Marinha e Força Aérea.As FA incluíam vários grupos distintos, como:1. Milícias - as mais comuns das forças auxiliares. Formadas por residentes locais (por vezes armados e treinados de forma básica) para defesa de aldeias, povoações, fazendas e vias de comunicação.2. Grupos Especiais (GE) - tropas africanas melhor treinadas, usadas em operações de resistência que atuavam com maior mobilidade e disciplina.3. Grupos Especiais Paraquedistas (GEP) - grupos aerotransportados dos GE, com curso de paraquedista e considerados forças auxiliares de elite.4. Flechas - unidades indígenas criadas e dirigidas pela PIDE/DGS, especialmente em Angola, e especializadas em rastreio, guia de tropas, emboscadas e reconhecimento.5. Fiéis - forças africanas auxiliares, muito presentes em Angola, ligadas a autoridades tradicionais locais.6. Leais - unidades semelhantes aos Fiéis, integradas por grupos étnicos aliados de Portugal.

Funções, ocupações e atividades

As FA eram forças militares não incluídas nas tropas regulares, mas organizadas, treinadas e equipadas por Portugal para atuar principalmente em funções de defesa local, patrulhamento, vigilância, apoio às forças regulares e combate à guerrilha.Eram vistas como tropas de proximidade, integradas por habitantes das regiões onde operavam.Tinham como funções principais a proteção de aldeamentos e fazendas, o apoio às colunas militares, informação sobre movimentos de guerrilha, combate direto quando necessário, manutenção da ordem local e a mediação entre as forças portuguesas e as populações.

Contexto geral

A importância das FA prendia-se com o conhecimento profundo do terreno e das culturas locais, custos mais baixos que a mobilização metropolitana, melhoria do relacionamento com comunidades que apoiavam Portugal e a rapidez na formação e integração das unidades.

Âmbito e conteúdo

Contém processos relativos a despesas, fardamentos, aquisição de material, pagamento de vencimentos às Forças Auxiliares, Grupos de Leais, Elementos Fiéis e Tropas Especiais de Angola e Moçambique.